Empresário envolvido em lavagem de dinheiro declara R$ 180 milhões em bens
A operação contra supostas fraudes em créditos do ICMS em São Paulo tem revelado um verdadeiro tesouro escondido por aqueles que estão sendo investigados. Além da apreensão de dinheiro e joias, a declaração de bens de um dos presos incluiu um valor significativo de rubis, chegando a R$ 47 milhões.
O empresário Celso Eder Gonzaga Araújo foi preso em 12 de agosto na Grande São Paulo, com pacotes de esmeraldas em casa. Na ocasião, os investigadores acharam R$ 1,2 milhão em dinheiro e outros itens valiosos. Agora, sua declaração de bens revela que ele possuía uma fortuna considerável, totalizando R$ 180 milhões.
A investigação da operação Ícaro aponta para a participação do auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto no esquema de lavagem de dinheiro. Segundo os promotores, ele recebeu R$ 1 bilhão em propina para operar o esquema dentro da Secretaria Estadual da Fazenda. Além dele e Celso Araújo, outros alvos da investigação são o dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e o diretor da Fast Shop, Mário Otávio Gomes.
A declaração de bens de Celso Araújo é um dos indícios mais significativos da lavagem de dinheiro envolvida no caso. Além dos R$ 47 milhões em rubis, ele também declarou outros itens valiosos, como joias e artefatos. A investigação está tentando esclarecer como esses bens foram adquiridos e se há alguma conexão com o esquema de lavagem de dinheiro.
A operação Ícaro é uma das maiores investigações contra corrupção em São Paulo nos últimos anos. A suspeita de lavagem de dinheiro e fraude em créditos do ICMS tem levado a uma série de prisões e apreensões de bens valiosos. A investigação continua, com os promotores trabalhando para esclarecer as responsabilidades dos envolvidos e recuperar o dinheiro público roubado.
