Encontrar um morcego em casa, na rua, em uma praia ou durante uma trilha exige distância e atenção. Em Ubatuba, dois animais tiveram resultado positivo para raiva, segundo comunicado divulgado pela Prefeitura em 14 de outubro de 2026. A ocorrência levou a Unidade de Vigilância de Zoonoses a reforçar orientações para moradores, trabalhadores do turismo e visitantes que circulam por áreas próximas à Mata Atlântica.
A Prefeitura informou que a identificação dos dois morcegos não caracteriza um surto da doença no município. Ainda assim, a recomendação é que ninguém toque, capture ou tente remover o animal por conta própria. A orientação vale especialmente quando o morcego está caído, permanece imóvel, aparece durante o dia ou apresenta comportamento considerado anormal.
O caso foi divulgado no texto “Ubatuba registra dois morcegos positivos para raiva”, publicado no portal oficial da Prefeitura de Ubatuba. A publicação também aparece na página de destaques do município, que reúne os comunicados divulgados pela administração municipal.
O que fazer ao encontrar um morcego
A principal medida é não se aproximar e não tentar resolver a situação sem apoio especializado. O animal pode reagir quando é manipulado, e a tentativa de pegá-lo com as mãos, cobri-lo ou transportá-lo aumenta o risco de contato. Moradores e visitantes devem acionar os serviços municipais responsáveis pela vigilância de zoonoses para receber orientação sobre o procedimento adequado.
A recomendação é ainda mais importante em bairros próximos a áreas verdes, regiões rurais, trilhas e locais frequentados por turistas. Ubatuba tem ampla presença de Mata Atlântica e recebe circulação intensa de pessoas em praias e ambientes naturais. Por isso, a observação de um morcego não deve provocar tentativa de captura, mas sim cuidado para manter crianças, animais domésticos e outras pessoas afastadas.
Também não é indicado tocar em morcegos encontrados no chão ou em locais de passagem. Mesmo quando o animal parece morto ou debilitado, a população deve evitar o contato direto e informar a ocorrência aos responsáveis municipais. A atuação da Unidade de Vigilância de Zoonoses permite que o caso seja avaliado de forma apropriada, sem expor moradores e visitantes a riscos desnecessários.
Quando procurar atendimento de saúde
Qualquer pessoa que tenha sido mordida ou arranhada por um morcego, ou que tenha tido contato da saliva do animal com feridas, olhos, boca ou outra região vulnerável, deve buscar atendimento de saúde. A procura deve ocorrer mesmo que a lesão pareça pequena ou que o contato tenha sido rápido, porque a raiva é uma doença grave e requer avaliação profissional.
Em uma situação de exposição, a pessoa deve informar que houve contato com um morcego e relatar como o episódio aconteceu. Não se deve tentar capturar o animal para levá-lo ao serviço de saúde. Se o contato envolver uma criança, um idoso ou alguém que não consiga explicar o que ocorreu, a busca por orientação deve ser feita imediatamente por um responsável.
A mesma atenção é necessária quando um animal doméstico entra em contato com um morcego. O tutor não deve tentar separar os animais com as mãos nem manipular o morcego. A orientação é manter distância, impedir novos contatos e procurar os serviços municipais responsáveis para saber quais providências devem ser adotadas.
Por que a orientação vale para moradores e turistas
A presença de morcegos faz parte dos ambientes naturais e urbanos, mas a população não tem como identificar visualmente se um animal está infectado. Por isso, o comportamento seguro é não tocar e não tentar removê-lo. A recomendação se aplica a casas, hotéis, pousadas, espaços comerciais, estradas, praias, trilhas e áreas de vegetação.
O alerta da Prefeitura é uma medida de prevenção e não indica, conforme o comunicado oficial, a existência de um surto em Ubatuba. A identificação dos dois animais positivos, no entanto, reforça a importância de comunicar ocorrências e de seguir as orientações da Vigilância de Zoonoses. Em caso de contato direto, a prioridade é buscar atendimento de saúde e informar corretamente as circunstâncias da exposição.

