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Tribuna de Ubatuba Notícias > Blog > Notícias > A armadilha da produtividade: Saiba por que estar ocupado não significa ser produtivo na construção
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A armadilha da produtividade: Saiba por que estar ocupado não significa ser produtivo na construção

Adrian Solvera
Por Adrian Solvera
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5 Min de leitura
Valderci Malagosini Machado
Valderci Malagosini Machado
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O engenheiro Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, entende que a verdadeira performance operacional raramente nasce do caos permanente. Produtividade na construção costuma ser associada à imagem de canteiros intensos, equipes constantemente em movimento e operações funcionando em ritmo acelerado. Em muitos ambientes, quanto maior a correria, maior parece ser a sensação de produtividade. O problema é que movimento excessivo nem sempre representa eficiência real. Em alguns casos, ele apenas mascara desorganização, retrabalho e ausência de processos bem estruturados.

Contents
Muito movimento significa que a obra está produzindo bem?Onde nasce essa falsa sensação de produtividade?A eficiência construtiva trabalha de forma diferente?Por que algumas obras vivem em ritmo acelerado o tempo inteiro?Produzir mais nem sempre significa produzir melhor

Ao longo deste artigo, a proposta é discutir como a busca por velocidade pode criar uma falsa percepção de resultado e por que a eficiência construtiva depende muito mais de estabilidade do que de agitação constante. Se a intenção é compreender a produtividade de maneira mais estratégica, esta reflexão ajuda a ampliar esse olhar.

Muito movimento significa que a obra está produzindo bem?

Existe uma cultura bastante comum na construção civil que associa obra movimentada à ideia de eficiência. Caminhões chegando sem parar, equipes correndo entre atividades e decisões sendo tomadas rapidamente criam sensação de intensidade produtiva. Visualmente, parece que tudo está funcionando em alta performance. Porém, nem sempre esse cenário representa uma operação saudável.

Em muitos casos, o excesso de movimentação revela justamente o contrário: falhas de planejamento, necessidade contínua de correção e baixa estabilidade operacional. O engenheiro Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, percebe que algumas obras entram em um ciclo tão constante de urgência que acabam confundindo reação permanente com produtividade verdadeira.

Onde nasce essa falsa sensação de produtividade?

Grande parte dessa percepção vem da valorização histórica da correria como símbolo de comprometimento. Em muitos ambientes, profissionais sobrecarregados e operações aceleradas passam a impressão de esforço máximo e dedicação intensa. O problema é que produtividade não depende apenas da quantidade de atividade visível, mas da qualidade do fluxo operacional.

Quando processos são mal organizados, a obra tende a produzir mais deslocamentos, mais interrupções e mais retrabalho. Isso aumenta o volume de movimento sem necessariamente melhorar os resultados. O engenheiro Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, acompanha uma realidade em que operações aparentemente muito ativas frequentemente escondem desperdícios silenciosos difíceis de perceber à primeira vista.

Valderci Malagosini Machado
Valderci Malagosini Machado

A eficiência construtiva trabalha de forma diferente?

Sim, eficiência construtiva normalmente se manifesta de maneira menos caótica. Operações maduras tendem a funcionar com maior previsibilidade, menos interrupções e fluxos mais organizados. Isso não significa lentidão. Pelo contrário. Significa reduzir perdas operacionais que obrigam equipes a trabalhar constantemente em modo de emergência.

Ambientes eficientes costumam parecer menos dramáticos justamente porque os processos funcionam de forma mais estável. Há menos necessidade de apagar incêndios, reorganizar atividades ou tomar decisões improvisadas o tempo inteiro. O engenheiro Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, entende que produtividade sólida nasce muito mais da consistência operacional do que da sensação permanente de urgência.

Por que algumas obras vivem em ritmo acelerado o tempo inteiro?

Em muitos casos, isso acontece porque a operação passou a funcionar baseada em reação contínua. Falhas pequenas se acumulam, problemas não são corrigidos na origem e equipes trabalham constantemente tentando recuperar atrasos ou compensar desorganizações anteriores. Com o tempo, o excesso de pressão vira rotina e deixa de ser percebido como sinal de fragilidade.

Esse modelo gera desgaste operacional e reduz capacidade analítica das equipes. Quando tudo parece urgente o tempo inteiro, torna-se mais difícil diferenciar prioridades reais de problemas produzidos pela própria desorganização do sistema. O engenheiro Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, reforça que operações inteligentes criam estabilidade justamente para evitar que a urgência se torne método permanente de gestão.

Produzir mais nem sempre significa produzir melhor

A construção civil vem percebendo, aos poucos, que velocidade isolada não garante desempenho sustentável. Obras realmente produtivas não dependem apenas de intensidade operacional, mas da capacidade de manter qualidade, previsibilidade e equilíbrio ao longo da execução.

A ilusão criada pelo excesso de movimento faz muitas operações parecerem eficientes quando, na prática, estão apenas reagindo continuamente às próprias fragilidades. No fim, produtividade na construção não se mede pela quantidade de correria visível, mas pela capacidade de transformar organização em resultado consistente.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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